Hipertensão Arterial: Diagnóstico e Tratamento no SNS
A hipertensão arterial (tensão alta) afeta cerca de 35% da população portuguesa adulta e é um dos principais fatores de risco cardiovascular. Conhecida como o "assassino silencioso", na maioria dos casos não provoca sintomas — daí a importância do diagnóstico precoce.
O que é a hipertensão arterial?
A tensão arterial é considerada elevada quando os valores são iguais ou superiores a 140/90 mmHg em medições repetidas. A Sociedade Europeia de Cardiologia classifica:
- Normal: < 120/80 mmHg
- Normal-alta: 120-139 / 80-89 mmHg
- Hipertensão grau 1: 140-159 / 90-99 mmHg
- Hipertensão grau 2: 160-179 / 100-109 mmHg
- Hipertensão grau 3: ≥ 180 / ≥ 110 mmHg
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de hipertensão requer medições repetidas em pelo menos 2 visitas ao Centro de Saúde, com intervalo de 1-4 semanas. Em alguns casos, o médico poderá solicitar monitorização ambulatória da tensão arterial (MAPA) — um aparelho que o utente usa durante 24 horas e que regista a tensão ao longo do dia e da noite.
Tratamento: medicação e estilo de vida
O tratamento da hipertensão combina sempre mudanças no estilo de vida com medicação (quando necessária):
- Reduzir o consumo de sal (menos de 5g/dia)
- Praticar exercício físico regular (150 min/semana de intensidade moderada)
- Manter peso adequado
- Reduzir consumo de álcool
- Não fumar
- Gerir o stress
Quando as medidas de estilo de vida não são suficientes, o médico de família prescreve anti-hipertensores — medicamentos que são comparticipados pelo SNS. A adesão diária à medicação é fundamental para manter a tensão controlada.