Rastreio do Cancro do Cólon e Reto em Portugal
O cancro colorectal (cólon e reto) é o segundo cancro mais frequente em Portugal, mas tem uma das maiores taxas de cura quando detetado precocemente. O rastreio organizado no SNS permite identificar lesões precursoras antes de se tornarem malignas.
Quem deve fazer o rastreio?
O programa nacional destina-se a homens e mulheres entre os 50 e os 74 anos, sem sintomas gastrointestinais e sem história pessoal ou familiar de cancro colorectal. A convocatória é enviada pelo Centro de Saúde de 2 em 2 anos.
Pessoas com risco aumentado (história familiar de cancro colorectal, polipose adenomatosa familiar, doença inflamatória intestinal) devem discutir estratégias de rastreio diferenciadas com o seu médico de família.
Como funciona o teste de rastreio?
O primeiro passo é o teste de pesquisa de sangue oculto nas fezes (FOBT), um exame simples realizado em casa:
- Recebe um kit no Centro de Saúde ou por correio
- Recolhe uma pequena amostra de fezes em dois dias consecutivos
- Envia a amostra para o laboratório em envelope pré-pago
- Recebe o resultado em 2-3 semanas
E se o resultado for positivo?
Um resultado positivo no FOBT não significa cancro — significa que foram detetados vestígios de sangue nas fezes, o que pode ter várias causas. Nesse caso, será convocado para uma colonoscopia gratuita no hospital de referência. A colonoscopia permite visualizar o interior do intestino e remover eventuais pólipos no mesmo ato.
Sintomas que não deve ignorar
Independentemente do rastreio, consulte o seu médico se apresentar: sangue nas fezes, alteração do trânsito intestinal persistente, dor abdominal recorrente, perda de peso inexplicada ou anemia. Estes sintomas justificam avaliação urgente.